angelina jolie filme foxfire
Cabelos bagunçados, fones de ouvido e um armário cheio de atitude: mergulho nos anos 90 com os últimos filmes que assisti!

Tem dias em que tudo que eu quero é me perder num filme dos anos 90. Não só pela nostalgia (embora ela pese), mas por algo mais profundo — uma sensação de liberdade crua, de autenticidade antes dos filtros. Sinto que os filmes daquela época eram muito mais originais, não existiam tantos efeitos especiais, muito menos a necessidade de tudo ser perfeito para viralizar, isso acaba estragando muita coisa nas produções atuais.

Nos últimos dias assisti a alguns títulos que não tinha visto ainda, ou pelo menos, não que eu me lembre — e me peguei ainda mais mergulhada nessa década, refletindo sobre moda, música e identidade: Empire Records, Foxfire, Singles e Drive Me Crazy, todos com um toque de atitude e muito estilo além de trilhas sonoras cheias de rock n roll!

foto de 2 personagens do filme empire records dançando

Cada um deles, à sua maneira, fala de juventude, rebeldia, pertencimento e estilo — não só como forma de expressão, mas como escudo e manifesto.

Empire Records é um dos meus favoritos. Aquele ambiente caótico da loja de discos, os personagens com estilos tão diferentes (e ao mesmo tempo tão complementares), a trilha sonora perfeita… O filme fala muito de amizade, de se encontrar no mundo através de música, de arte! Tudo transborda autenticidade. Queria demais que ainda existissem lojas de discos com essa pegada noventista só pra mandar um currículo!

foto de  personagens do filme drive me crazy no baile da escola

Já Foxfire me marcou de outra forma. O filme aborda temas mais profundos, mostrando um grupo de garotas que se une contra a opressão e assédios e encontra força na amizade. A estética é crua e retrata muito bem o desenvolvimento das personagens, que enfrentam o mundo nada fácil quando se nasce mulher. É sobre resistência, sobre usar a união feminina pra gritar contra tudo que o mundo tenta nos silenciar.

Singles traz um olhar mais adulto (mas ainda muito jovem) sobre relacionamentos e a busca por um sentido na vida. Tudo isso embalado por uma trilha sonora grunge que é quase um personagem à parte.
Perdi tudo com a aparição de Chris Cornell, in memoriam, cantando no meio do filme, além da participação de outros integrantes de bandas de rock  da época como Eddie Vedder do Pearl Jam. As roupas são simples, despretensiosas, mas dizem tanto — flanelas, jeans surrados, camisetas de banda. O famoso estilo grunge que influenciou toda uma geração.

foto de alguns dos personagens do filme singles

E aí chega Drive Me Crazy, aquele típico teen movie com pitadas de transformação. Mas, no meio da fórmula, tem algo encantador: a forma como o estilo é usado como linguagem — como mudar o visual pode ser uma revolução interna. Uma clássica comédia romântica dos anos 90 pra voltar aquela nostalgia da adolescência.

Esses filmes reacenderam em mim um pouco mais da essência de coisas - e de um estilo - que sempre gostei: a paixão por uma estética que é ao mesmo tempo suja e linda, simples e ousada. A moda dos anos 90 não era sobre perfeição, era sobre atitude!

E as trilhas sonoras? Elas não eram só pano de fundo, eram manifesto. Inclusive, depois de cada filme, eu corria pro Spotify pra catar algumas das músicas e montar uma playlist bem especial! Vou até deixar ela aqui:

playlist spotify

Assistir a esses filmes me lembrou por que amo tanto essa década. E por que continuo buscando, em cada som, em cada peça de roupa, em cada filme, essa mesma sensação de liberdade e verdade.


capa filme empire records

capa filme foxfire

foto capa filme singles

foto capa filme drive me crazy

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